Porque toda empresa precisa de um Gestor de Custos da Nuvem

Na fase de experimentação, o custo da nuvem costuma ser baixo ou até mesmo nulo.

Então a equipe DevOps começa a migrar e implantar sistemas. Por mais que sejam conscientes nessa fase, no momento em que os sistemas entram em produção, os gastos aumentam, e tendem a seguir crescendo.

Quando a conta chega no fim do mês, vem o susto. E aí é tarde demais.

Como evitar esse problema?

Além de conhecimento técnico, o Gestor de Custos da Nuvem precisa ter acesso a ferramentas de monitoramento que geram alertas quando ocorre um consumo acima do esperado e que permita analisar a causa raiz. Com essas informações, ele poderá decidir se é preciso corrigir alguma coisa.

Os provedores de nuvem pública fornecem recursos em seus painéis que permitem atuar nesses casos. Contudo, muitas vezes, é necessário lançar mão de ferramentas externas para obter um diagnóstico com mais profundidade.

Meu time de DevOps não pode fazer este trabalho?

Programadores e SysAdmins têm capacidade de sobra para analisar problemas que geram custos excessivos na nuvem. Contudo, como esse não é o seu job principal, a tendência é que relevem o controle. Além disso, quem gerencia os custos da nuvem deve ter skills adicionais, como se manter atualizado sobre as ofertas de provedores como AWS, Azure e Google Cloud. Dessa forma, poderá fazer recomendações sobre qual plataforma é a mais vantajosa para cada sistema específico.

Ou seja, é preciso haver uma parceria entre DevOps e o Gestor de Custos. Um conhece a arquitetura e os códigos das aplicações, o outro conhece as plataformas e os modelos de cobrança. Juntos, aprovam as mudanças que levam à otimização.

Gestor de Custos é um trabalho em tempo integral?

Todo ano, os provedores de nuvem lançam milhares de melhorias e novidades em seus serviços. O Gestor de Custos precisa estar atento à essas opções e analisar o encaixe delas com as aplicações existentes.

Você precisa de um Gestor de Custos permanente pelo mesmo motivo que a contabilidade da empresa é uma função permanente.

O papel do Gestor de Custos não deve ser subestimado. Ele estará presente na migração, na entrada em produção e quando o consumo variar inesperadamente. E ajudará a estabelecer as bases para o uso sustentável da nuvem.

Cloud Computing é a tecnologia do momento

Uma das principais vantagens relacionadas aos cloud computing é a segurança no armazenamento de dados. Na infraestrutura em nuvem existem mecanismos bastante avançados de isolamento, monitoramento e backup para elevar o nível de segurança. Mas é importante destacar que a proteção das informações também requer o uso de boas práticas por parte de programadores e usuários dos sistemas. Afinal de contas, segurança em TI funciona como uma corrente em que todos os elos precisam ser reforçados.

A escolha do fornecedor certo

Para que um projeto de uso da nuvem seja bem sucedido, o cliente deve analisar certas questões sobre o provedor de cloud e o tipo de serviço oferecido. Um item importante a ser considerado é a localização da infraestrutura, já que por trás de toda oferta de cloud existe um ou mais data centers físicos suportando os serviços. Usar uma infraestrutura no Brasil resulta em maior velocidade, menor latência e melhor experiência para o usuário final. Outros aspectos importantes são a reputação do fornecedor e o Acordo de Nível de Serviço (SLA) oferecido. Também devem ser verificadas as opções de contratação e as facilidades de gerenciamento disponíveis.

Além disso, o cliente deve avaliar os requisitos técnicos do seu site ou aplicação para validar se é compatível com o ambiente de nuvem escolhido. Isto porque nem toda cloud é igual. As nuvens públicas são indicadas para aplicações SaaS (Software-as-a-Service), que fazem uso de tecnologias como containers e microsserviços. Já sistemas tradicionais – como sites, portais, bancos de dados e sistemas monolíticos – rodam melhor em cloud servers ou em servidores dedicados.

Como os serviços Cloud podem acelerar o crescimento da sua empresa?

Independente da área de atuação, considerar os avanços tecnológicos como um plano de crescimento, é fundamental para que a empresa apresente melhores resultados. E uma das estratégias fundamentais está em migrar a estrutura física de data center da organização para a computação em nuvem.

A computação em nuvem não é apenas a realidade de empresas de grande porte, afinal, não é de hoje que as de pequeno e médio porte estão investindo em sistemas de TI de alta qualidade para que consigam atender da melhor forma a demanda de seus clientes e equipe operacional.

Antes de falar sobre como a computação em nuvem pode ser um aliado estratégico para o crescimento do seu negócio, é importante trazermos aqui o conceito e as aplicações.

O que é e como funciona a computação em nuvem

A computação em nuvem carrega consigo inúmeros benefícios que vão desde a redução de custos, até o melhor aproveitamento do espaço físico da organização – isso porque os servidores são hospedados na nuvem!

Trazendo isso de forma mais clara, a computação em nuvem substitui a necessidade da empresa:

  • Investir na compra de servidores físicos;
  • Dedicar tempo e mão de obra para configurar redes;
  • Destinar espaços físicos adequados para a estrutura;
  • Se preocupar com os riscos em manter todos os sistemas e dados em servidores no mesmo ambiente.

Desta forma, a computação em nuvem trata-se de um ambiente virtual que possui acesso e funcionamento em tempo real, e que a empresa aluga para desfrutar de uma infraestrutura completa para o uso de espaço para armazenamento, uso de softwares e tantos outros serviços 100% on-line.

Como a computação em nuvem pode ajudar sua empresa crescer

A computação em nuvem é o recurso que irá fazer sua empresa jogar a favor da produtividade e aproveitamento máximo de seus recursos.

Para Phil Garland, Rob Gittings e Mike Pearl – respeitados especialistas em TI nos Estados Unidos – a computação em nuvem permite que as empresas dediquem tempo para o seu crescimento e inovação, deixando de lado as já conhecidas restrições de TI como limitação de recursos, manutenção de consumo e incompatibilidade de sistema.

Sendo assim, seguem 6 motivos para sua empresa migrar para a nuvem:

1 – Previsibilidade de custos

Sua empresa terá um custo fixo e conhecido por mês ao contratar um provedor de computação em nuvem.

Não haverá desperdícios com compras de equipamentos desnecessários e, além disso, caso haja a necessidade de contratação de mais serviços para a nuvem, eles serão cobrados somente com a devida aprovação do responsável.

Consequentemente, haverá a redução nos gastos da empresa.

2 – Elasticidade

Em uma demanda específica, a empresa acaba fazendo grandes investimentos em computadores e sistemas que, quando do encerramento do contrato, acabam ficando parados à espera de um novo cliente com a mesma necessidade.

Já em outros casos, a empresa acaba perdendo importantes negócios por não ter capital necessário para o projeto.

E aí vem a computação em nuvem para mudar este cenário, uma vez que, com ela o gestor pode redimensionar a estrutura para mais ou menos serviços de acordo com a demanda, observando a necessidade de cada situação.

3 – Acessibilidade

Este é outro grande benefício para a organização, já que o acesso à nuvem pode ser feito de qualquer lugar do mundo!

E para isso, basta ter conexão com a internet e acesso aos dados de login e senha.

4 – Backup

A computação em nuvem permite realizar o backup de forma ainda mais fácil e prática, já que todos os arquivos podem ser sincronizados diretamente com a nuvem de modo automático.

Então, se algum incidente ocorrer com o desktop – por exemplo – todos os dados e informações estarão em segurança e disponíveis para restauração na nuvem.

5 – Suporte

Com a computação em nuvem, os serviços ficam disponíveis 24 horas por dia. E se, por ventura, algum servidor apresentar falhas, todos os serviços são migrados para outro equipamento.

6 – Segurança

Além de questões citadas nos tópicos anteriores como as ferramentas de backup e redes auxiliares em casos de queda do servidor, o fato de os dados não estarem fisicamente armazenados na empresa já eleva muito o grau de segurança.

A nuvem também conta com diversos softwares de criptografia, que complementam as rotinas de proteção.

A computação em nuvem é a nova realidade

A utilização deste tipo de arquitetura ajuda empresas a crescerem de forma exponencial, tendo em vista a facilidade de acesso aos recursos que antes estavam no alcance apenas de grandes organizações.

Hoje a realidade é que, independente do tamanho, qualquer empresa pode ter acesso à computação em nuvem e aos benefícios que ela oferece.

Por que a minha empresa ainda não está crescendo com a nuvem?

É importante reforçar aqui os benefícios que as organizações ganham ao colocarem suas empresas na nuvem.

Migrar para a computação em nuvem é um caminho sem volta, mas os ganhos são realmente significativos, veja:

  • Agilidade e competitividade;
  • Redução de custos com estrutura interna;
  • Escalabilidade no uso dos serviços;
  • Melhores práticas de ESG;
  • Maior segurança das informações.

Você precisa da nuvem para sua empresa crescer

Um relatório produzido pelos sócios seniores da Mckinsey aponta que vários segmentos industriais podem gerar EBITDA adicional de até 1 trilhão até o ano de 2030, se adotarem uma estratégia: a computação em nuvem.

E não somente devem migrar para conseguir esse crescimento, os gestores precisam colocar a nuvem no centro das suas estratégias!

Com isso, voltamos à pergunta inicial: se a nuvem oferece tantos benefícios, por que ainda existem empresas que não conseguem usá-la para crescer?

Os CEOs possuem um grande desafio para alavancar o uso da nuvem em prol do crescimento das suas empresas, e sabemos que a grande maioria já levou esta questão para os demais líderes, haja vista que, para esta transformação requer uma atuação coletiva e colaborativa.

É por isso que, muitas vezes, por conta da necessidade de um papel mais assertivo, a conquista de resultados positivos com o uso da nuvem ocorre de maneira lenta.

Os CEOs também devem estar abertos a receber e atender as demandas apresentadas pelos demais líderes da organização, para que os stakeholders executem suas atividades e maximizem os resultados com o uso da tecnologia.

Os CIOs, CTOs e CFOs têm papel crucial neste processo, pois, juntos com os CEOs, precisam atuar em questões importantes relativas ao uso da nuvem na empresa, como:

  • Segurança e compliance;
  • Treinamento da força de trabalho;
  • Gestão de terceiros envolvidos nas operações;
  • Acompanhamento dos resultados obtidos ao longo do processo.

Para agilizar a jornada, os líderes da organização precisam abortar outros 3 pontos importantes:

  • Definir uma estratégia de financiamento que seja capaz de apoiar os investimentos necessários, a fim de extrair valor da computação em nuvem;
  • Desenhar um novo modelo operacional que explore o poder da nuvem para aprimorar a velocidade, a agilidade e a escalabilidade;
  • Colocar em prática políticas de RH, para reter e conquistar talentos para a equipe.

A Tecnet conta com um time de Especialistas altamente qualificado que irá ajudá-lo a entender as necessidades de sua empresa, para colocar em prática um projeto que extraia os maiores benefícios com o uso da nuvem.

Como reduzir a conta da computação em nuvem?

Um traço comum entre todas as empresas que consomem nuvem é a expectativa de previsibilidade de custos. Ou seja, poder prever o quanto vão gastar com o provedor (ou provedores) de cloud no fim do mês.

A princípio, esta seria uma tarefa relativamente simples. Afinal de contas, a nuvem é paga com base no consumo e quem controla o consumo é a empresa, certo? Só que, na prática, não é bem assim.

Os 4 erros que fazem com que a conta da computação em nuvem suba sem parar.

  1. Ambiente Incorreto

Nem toda nuvem é criada igual. Ainda que seja possível estabelecer um paralelo entre as soluções de fornecedores como AWS e Azure, há diferenças importantes que tornam determinada nuvem mais indicada para o seu projeto.

Considere, por exemplo, uma empresa que tem cultura de desenvolvimento Microsoft. Seus programadores estão preparados para maximizar os resultados em um ambiente como a Azure, que oferece ferramentas e serviços nativos da plataforma Microsoft. A escolha de uma nuvem alternativa, neste caso, pode até parecer interessante de início mas vai afetar negativamente o ROI a longo prazo.

Outro exemplo, são as aplicações de inteligência artificial e machine learning. A computação em nuvem revolucionou este segmento ao torná-lo acessível. Contudo, na medida em que os sistemas crescem, hospedar terabytes ou petabytes de dados e arcar com o custo do tráfego de dados aumenta bastante a conta. Devido a isso, algumas empresas têm optado por ambientes de co-location ou servidores dedicados para rodar parte de seus sistemas de IA/ML.

  1. Falta de Monitoramento

Na maioria das vezes, faz-se pouco ou nenhum monitoramento dos recursos contratados. Isto não é culpa dos cloud providers, que oferecem uma vasta gama de ferramentas de monitoramento. O problema é que as empresas têm centros de monitoramento ineficazes ou inexistentes.

Monitorar a infraestrutura da nuvem em regime 24×7 é importante porque ajuda a evitar problemas e resolver incidentes rapidamente, duas situações geram custos desnecessários.

Antecipar que um recurso como CPU, memória ou espaço em disco vai se esgotar em breve, evita downtimes que resultam em horas extras trabalhadas pela equipe técnica. Resolver incidentes com celeridade evita violações SLA (acordos de níveis de serviço) que podem implicar em multas contratuais e impactos à imagem da empresa.

Além disso, existe a necessidade de monitoramento diário do consumo da nuvem, o chamado FinOps (operações financeiras). O FinOps faz uso de sistemas de observabilidade de custos que relatam o que é gasto, onde, por quem e com que finalidade, bem como a causa raiz das despesas.

  1. Falta de Gerenciamento

O problema aqui é que muitas empresas têm operações de gerenciamento de nuvem ineficazes. São comuns os casos de serviços que foram provisionados para teste mas nunca foram encerrados. Ou usuários consumindo serviços em duplicidade, sem justificativa. Ou ainda sistemas que estouraram o orçamento após receberem um ataque de DDoS que gerou um consumo elevado sem um limitador de recursos computacionais.

Boas práticas de CloudOps ajudam a evitar este tipo de situação mas, novamente, o uso desta metodologia é incipiente na maioria das empresas.

Outro aspecto importante diz respeito à otimização de investimentos, algo que precisa ser executado periodicamente. Os provedores oferecem diversas opções de economia, como compra de instâncias reservadas, atualização de famílias de produtos e serviços gerenciados que liberam o tempo da equipe. É importante ficar atento e tirar proveitos destas oportunidades.

Otimizar continuamente os custos da nuvem é uma tarefa difícil mas necessária. Aloque pessoas ou conte com um parceiro certificado para este trabalho.

  1. Falta de Conhecimento

Muitas empresas embarcam na jornada da nuvem sem o devido preparo ou acabam perdendo peças importantes da equipe no decorrer do processo. A atual escassez de mão de obra qualificada no segmento complica ainda mais este cenário.

Profissionais especializados em cloud ajudam a empresa a encontrar maneiras de gastar menos com os mesmos recursos e obter resultados que agregam valor para o negócio.

Este tipo de inteligência estratégica pode ser obtida internamente, com um Centro de Excelência em Nuvem (Cloud Center of Excellence – CCoE), ou externamente, através de um parceiro certificado para operar a nuvem usada pela empresa.

Qualquer que seja a escolha, o importante é contar com especialistas para manter um nível elevado de controle, disciplina e responsabilidade no uso da nuvem, evitando o jogo de adivinhação dos gastos.

Esses são os motivos mais comuns pelos quais as empresas deixam de economizar e gastam mais do que o orçado com a computação em nuvem.

Por que as empresas brasileiras estão investindo mais na nuvem?

Podemos confirmar que o uso da nuvem tem se tornado popular quando observamos a movimentação que ela tem causado na economia mundial: até o final de 2022 devem ser investidos 500 milhões de dólares na computação em nuvem – de acordo com um estudo realizado pelo Gartner.

O Brasil na computação em nuvem

No Brasil existe a expectativa do aumento de 20% nos investimentos destinados à nuvem até dezembro de 2022, reforçando o grande potencial de modernização da T.I. que o país possui.

Ainda avaliando pesquisas realizadas, de acordo com um levantamento realizado pela AWS – Estudo Global de Habilidades Digitais – até 2025 o uso de ferramentas baseadas em nuvem deverá ser a habilidade profissional mais procurada pelo mercado brasilieiro.

Neste estudo, 12 países foram avaliados e o Brasil teve um grande destaque, apresentando o maior aumento no ritmo da transformação digital durante a pandemia da Covid-19. Mas esse crescimento não ficou preso somente ao período da pandemia, já que ele continua acontecendo.

O avanço da computação em nuvem permite que empresas de pequeno e médio porte possam competir diretamente com as de grande porte, quando falamos no uso da tecnologia para impulsionar os negócios – o que não era possível até pouco tempo.

Migrar para a nuvem não é mais uma escolha, e sim uma necessidade para que as empresas mantenham-se vivas no mercado. É o que John-David Lovelock , vice-presidente de pesquisa do Gartner, diz: “Organizações que não investem no curto prazo provavelmente ficarão para trás no médio prazo e correm o risco de não existir no longo prazo.”

E a sua empresa, está pronta para o futuro?

Quais são as tendências no uso da computação em nuvem?

Erin Chapple, vice-presidente corporativo de Azure, acompanha de perto as necessidades dos clientes em busca do sucesso de suas empresas através da nuvem, e percebeu um comportamento crescente na implementação de uma abordagem híbrida (mistura de on-premises e uma ou mais nuvens públicas) ou multicloud (múltiplas nuvens) nas organizações.

Em uma pesquisa encomendada pela Microsoft, os resultados trouxeram números interessantes sobre essas tendências:

  • 86% dos entrevistados devem aumentar os investimentos destinados ao uso de ambientes híbridos ou multicloud;
  • 95% dizem que adotar essas tendências da computação em nuvem é fundamental para o crescimento do negócio.

A pesquisa ouviu profissionais da área de TI e tomadores de decisões de empresas de médio e grande porte dos EUA, e mostrou que essas tendências da computação em nuvem entregam uma grande oportunidade para resolver necessidades complexas do mundo dos negócios.

Por que os ambientes híbridos e multicloud são fundamentais para o sucesso do negócio?

Porque estes ambientes apresentam melhores resultados!

Atualmente as empresas estão muito focadas no trabalho remoto e na busca constante de otimização de custos – o que sempre gera muita pressão em cima dos líderes.

É por isso que os ambientes híbridos e multicloud são foco de investimento das organizações, já que com eles há a possibilidade de usar os pontos fortes de cada nuvem para melhorar a eficiência dos recursos e aumentar a agilidade das operações. E por consequência, há aumento da receita das organizações.

Ainda dentro da pesquisa realizada a pedido da Microsoft, uma comparação comprovou que os os ambientes híbridos e multicloud permitem maior crescimento das organizações:

  • Em um ano 83% das organizações que adotaram ambientes híbridos e multicloud tiveram aumento de receita;
  • Já nas empresas que não adotaram essas tendências na nuvem, apenas 58% relataram aumento na receita.

Por mais que algumas organizações ainda adiem a adoção de ambientes híbridos e multicloud, a maioria já incorporou estas tendências na estratégia de crescimento do negócio.

Adicionalmente, 9 em cada 10 entrevistados na pesquisa dizem que, nos próximos 3 anos, aumentarão os valores destinados aos ambientes híbridos e multicloud.

Vale ressaltar que apenas migrar para a nuvem não é mais suficiente. É preciso entender as necessidades da organização e saber onde se quer chegar com o uso deste serviço. Além disso, é essencial tirar proveito das inovações tecnológicas apresentadas pelo mercado para não ficar para trás da concorrência.

Como a computação em nuvem vai ajudar a sua empresa em 2023

Controlar o orçamento, além de ser muito desafiador, é importante para qualquer empresa, pois isso permite gerenciar as finanças de maneira eficaz. Assim, ao definir um orçamento, a empresa pode determinar quanto dinheiro tem disponível para gastar e investir, e pode acompanhar os gastos para garantir que permaneçam dentro do orçamento.

O controle do orçamento permite que as empresas evitem despesas excessivas, sendo este, o grande vilão que pode afetar o fluxo de caixa e colocar o negócio em risco.

Uma medida fundamental para ajudar as empresas neste grande desafio é o Retorno sobre o Investimento, ou ROI. Trata-se de uma forma de medir a lucratividade de um investimento realizado pela empresa.

Ao considerar o ROI de diferentes investimentos, a empresa pode tomar decisões mais assertivas, baseadas em dados reais, para alocar seus recursos. Por exemplo, se você está pensando em investir em uma nova campanha de marketing, pode usar cálculos de ROI para determinar se a iniciativa será lucrativa.

Precisamos destacar que, sem esse tipo de análise, você deixa de fazer o melhor uso de seu orçamento.

E é por conta deste contexto, que precisamos falar do ROI das implantações na nuvem, que requer um gerenciamento cuidadoso dos custos na nuvem, também conhecido como FinOps.

ROI da computação em nuvem: fundamental para sua empresa

À medida que a computação em nuvem continua avançando e se tornando cada vez mais parte integrante das operações dos negócios, é essencial que as empresas avaliem o ROI de suas iniciativas de TI. Somente assim poderão determinar a lucratividade de um projeto específico e tomar decisões sobre como priorizar a alocação de recursos.

Hoje, o maior desafio que as empresas estão enfrentando, está relacionado diretamente à dificuldade de controlar os gastos com a nuvem. E isso está acontecendo, devido à crescente complexidade dos ambientes e, principalmente, ao crescimento do multicloud.

As empresas, normalmente, não se tornam multicloud de propósito, isso acontece naturalmente quando elas se esforçam para aproveitar os melhores serviços de cada fornecedor de nuvem, sem um planejamento a longo prazo.

No entanto, as empresas passam a se deparar com grandes desafios, por não elaborarem um planejamento a longo prazo sobre o uso e investimentos na nuvem.

Como a nuvem vai ajudar a sua empresa a crescer em 2023

Dado o contexto e os desafios que as empresas estão enfrentando, o caminho do crescimento passa por duas ações: o uso estratégico da tecnologia e a aplicação das melhores práticas para gerenciar a complexidade da nuvem.

Um passo importante, para que a nuvem ajude sua empresa em 2023, é reduzir a dependência de soluções proprietárias, usando camadas comuns de tecnologia entre os diferentes provedores de nuvem.

Por exemplo: cloud servers podem ser utilizados para as aplicações, permitindo que os custos sejam otimizados e até a migração seja realizada com facilidade, sem que fiquem presas a um único provedor.

Se as empresas forem capazes de resolver os problemas de complexidade e os problemas de gerenciamento de custos da nuvem, elas terão uma visão mais clara do ROI e poderão fazer ajustes nos projetos quando necessário.

Assim, os serviços serão contratados de maneira otimizada e, portanto, poderão agregar mais valor para os negócios.

A evolução das redes de negócios no caminho para a AWS

Fase 1: Desenhar

Nesta primeira fase, as empresas começam com alguns projetos para entender como a nuvem contribui para alcançar seus objetivos de negócios. Para isso, escolhemos cargas de trabalho que são novas ou têm pouca interação com outros sistemas e podem ser movidas para a nuvem sem muita dificuldade.

Acesso via Internet centralizada

Como mencionamos anteriormente, as redes corporativas geralmente são centralizadas no datacenter, e o acesso à Internet não é exceção. Nessa fase do projeto, os usuários usam aplicativos em nuvem através do acesso à Internet corporativa, geralmente consistindo em um esquema de firewall e proxy.

Os usuários remotos se conectam primeiro ao datacenter usando uma VPN e, em seguida, acessam aplicativos de nuvem por meio do mesmo acesso centralizado.

Sem grandes alterações ou investimentos em infraestrutura, você pode conectar servidores locais à nuvem por meio de endpoints públicos da AWS na Internet. Exemplos disso podem ser fazer backup com o Storage Gateway, compartilhar arquivos de interface com o AWS Transfer ou acessar APIs de aplicativos hospedados pela AWS por meio do API Gateway.

Fase 2: Fundação

Uma vez que os benefícios da nuvem foram demonstrados nos primeiros projetos, as empresas começam a fazer alguns investimentos críticos para tentar dimensioná-los para o resto da organização, seja por meio de modificações organizacionais (como a construção de um centro de excelência em nuvem) ou tecnologia. É nesta fase que as mudanças começam a ser feitas na rede corporativa para prepará-la para a próxima etapa: migração.

Acesso à Internet Distribuído

À medida que mais aplicativos se movem para a nuvem, o acesso centralizado à Internet e as redes WAN corporativas começam a se tornar um gargalo. É possível distribuir o acesso à Internet para fazer um uso mais eficiente dos links e melhorar a experiência do usuário no acesso a aplicativos hospedados na nuvem. A AWS e seus parceiros têm soluções para fazer isso de forma segura.

Da mesma forma, usuários remotos que se conectam via VPN podem receber acesso direto pela Internet para aplicativos hospedados em nuvem (Tunelamento dividido).

Usando VPN

Durante a fase de fundação, é necessário estabelecer conectividade IP (OSI Layer 3) entre a nuvem e as redes locais. Este tipo de conexão permite integrar sistemas críticos, como a resolução de nomes (DNS), o diretório ativo usado para autenticação, etc.

Uma maneira rápida e econômica de estabelecer essa conexão é através de redes privadas virtuais (VPNs). As VPNs são estabelecidas entre um Gateway VPN do lado da AWS ou Transit Gateway e quaisquer dispositivos compatíveis do lado da empresa (“Customer Gateway”). Os dados em trânsito são protegidos pelo padrão de criptografia IPsec.

Você também pode configurar VPNs para acesso remoto para usuários corporativos diretamente na Nuvem AWS, usando o serviço AWS Client VPN ou soluções de terceiros.

Fase 3: Migração

Nesta fase, as cargas de trabalho são divididas entre os datacenters na nuvem e no local, com conexões cruzadas entre ambos os ambientes. Isso torna a conectividade de nuvem crítica, tanto em termos de disponibilidade quanto de desempenho.

VPN acelerada

É possível reduzir a latência e aumentar a confiabilidade das VPNs usando VPNs aceleradas. Esse tipo de VPN aproveita a rede global da AWS, conectando-se ao ponto de presença mais próximo e percorrendo o resto do caminho através de links sem congestionamento, evitando interrupções que possam ocorrer na Internet pública.

Conexão direta

O Direct Connect permite que você estabeleça uma conexão dedicada do datacenter ou dos escritórios da empresa para a AWS. A AWS tem parceiros que podem fornecer conexões completas, com velocidades que variam de 50 Mbps a 10 Gbps.
Dependendo da criticidade, é possível usar uma VPN ou um segundo link Direct Connect como backup. A recuperação automática em caso de falha é executada com o protocolo de roteamento dinâmico BGP. O Transit Gateway é o serviço da AWS que centraliza o roteamento entre links e VPCs.

Fase 4: Reinvenção

Nesta última fase, a maioria dos aplicativos da empresa está na nuvem.
Cargas de trabalho que, por algum motivo, precisam permanecer no datacenter podem fazê-lo aproveitando o AWS Outposts, uma solução que permite que você use os serviços da AWS localmente. A rede é implantada estendendo logicamente uma VPC da região da AWS para o Outpost.
O acesso do usuário via VPN pode ser substituído por desktops remotos com o Amazon Workspaces ou aplicativos de streaming com o Amazon Appstream.

SD-WAN

A WAN definida por software é uma arquitetura que permite que você aproveite diferentes tipos de links (MPLS, 4G/5G, acesso à internet de banda larga) em filiais ou locais remotos, criando uma rede de sobreposição (“software definido”). As soluções SD-WAN usam um recurso de controle centralizado para monitorar o status do link e o desempenho do aplicativo e alternar de forma inteligente o tráfego, sempre para melhorar a experiência do usuário. As soluções SD-WAN estão disponíveis por meio de vários parceiros da AWS e integram-se com serviços nativos da AWS , como o Transit Gateway de forma transparente.

Conclusão

Portanto, as empresas devem evoluir de um esquema focado no datacenter, para um esquema onde os aplicativos são distribuídos entre a nuvem e o local em princípio e, em seguida, principalmente na nuvem. Neste contexto, a evolução das redes é uma tarefa com desafios e oportunidades. A AWS e seus parceiros têm os produtos e serviços certos para ajudá-lo em cada etapa dessa jornada.

Os fundamentos do bom gerenciamento financeiro da nuvem

É incomum que as organizações que criaram ambientes de nuvem pública encontrem custos surpreendentemente altos – às vezes chocantemente altos – em suas faturas de nuvem. Muitas vezes, as lições são aprendidas da maneira mais difícil. Para gerenciar os custos da nuvem, uma organização precisa maximizar sua compreensão antes de mudar para a nuvem e minimizar as lições difíceis no caminho.

As organizações que procuram gerenciar melhor seus custos de nuvem pública devem considerar as seguintes metodologias de práticas recomendadas:

Alinhando finanças e pré-migração de TI

Antes de mudar para uma plataforma de nuvem pública, certifique-se de que sua equipe financeira esteja alinhada com seus recursos de TI de várias maneiras. Primeiro, inclua o planejamento financeiro específico para cada carga de trabalho no plano de migração em consideração para a nuvem. Se olharmos para a candidatura de mover uma carga de trabalho específica para a nuvem, precisamos contabilizar os recursos técnicos necessários para que ela funcione bem e os custos desses recursos; isso inclui custos de migração. A comparação desses números com os recursos técnicos locais e a estrutura de custos da carga de trabalho em questão pode oferecer uma boa visão do caso de negócios.

A maioria das organizações faz isso até certo ponto, mas muitas não têm um caso de negócios documentado e uma estrutura de planejamento para avaliar a candidatura à migração de cargas de trabalho na nuvem. Envolva as equipes de finanças e TI para determinar as visões de arquitetura financeira e técnica no local versus nuvem pública. Lembre-se de que uma avaliação forte pode gerar resultados que sugerem que certas cargas de trabalho permanecem no local. Quaisquer que sejam os resultados, é importante manter uma abordagem imparcial.

Estabelecer um relacionamento entre Finanças e TI é extremamente importante porque a natureza da computação em nuvem permite que as unidades de TI ou de negócios aumentem os recursos sem necessariamente obter a aprovação prévia do Financeiro, resultando em despesas imprevistas. A inclusão de parceiros financeiros no planejamento da migração pode mitigar esse risco por meio de abordagens colaborativas para transparência e controle que ajudarão a reduzir os gastos excessivos com a nuvem.

As organizações não devem considerar apenas o planejamento da migração do ponto de vista dos candidatos à migração para a nuvem, mas também do cenário que permanece no local. Depois que as cargas de trabalho são migradas, os recursos físicos que suportam essas cargas de trabalho ainda existem, já foram pagos e precisam ser recuperados ou reaproveitados. Esperar para migrar uma carga de trabalho em execução em hardware atualizado recentemente pode fazer sentido, dependendo do nível de esforço para rearquitetá-la. A migração também pode ter implicações de custo do ponto de vista de manutenção e suporte de software, especialmente ao migrar software local para SaaS, e é importante entender, analisar e alinhar isso no momento da contratação da nuvem para evitar custos redundantes.

Alinhando finanças e TI após a migração

As melhores práticas para o gerenciamento de finanças na nuvem devem ser inseridas na estratégia de nuvem da organização, mas muitas organizações carecem de um entendimento completo das práticas de controle financeiro em ambientes de nuvem. Além disso, assim como as organizações investem em treinamento para pessoal de TI que opera em ambientes de nuvem pública, elas também devem considerar investir em treinamento nos seguintes tópicos financeiros de nuvem pública (bem como no treinamento de profissionais financeiros em tópicos de nuvem).

Entendendo as finanças da nuvem

Há muitas maneiras de monitorar e controlar os custos de recursos em ambientes de nuvem pública. É importante que as equipes de Finanças e TI desenvolvam um forte entendimento com políticas e procedimentos disciplinados em torno dos três tópicos e funcionalidades a seguir.

Marcação de recursos

A marcação de recursos atribui valores de metadados a recursos de nuvem dependendo de sua finalidade, ou seja, um aplicativo, projeto e/ou unidade de negócios, centro de custo ou ambiente específico. A marcação é uma funcionalidade muito poderosa que requer disciplina organizacional e supervisão. A funcionalidade permite que uma organização defina orçamentos, alarmes de cobrança e limites para tags e recursos, para que a equipe possa agir se o uso e os custos começarem a ultrapassar os limites. É bastante comum que instâncias e serviços sejam deixados rodando involuntariamente, o que pode disparar o medidor de consumo e gerar contas surpresas. Controles fortes para marcação de recursos ajudam a evitar esses cenários comuns. Todas as três maiores plataformas de nuvem pública têm funcionalidade semelhante, embora possam usar palavreado ligeiramente diferente, o que é importante se você tiver uma estratégia de várias nuvens. Em outras palavras, certifique-se de que sua estratégia de marcação e supervisão não sejam específicas da plataforma. Uma estratégia de marcação que usa valores uniformes em todas as plataformas será essencial para gerenciar sua infraestrutura de nuvem e reduzir as dores de cabeça no futuro. Por exemplo, se um administrador de nuvem marca proativamente recursos como pertencentes a ambientes de teste, desenvolvimento e produção, enquanto outro administrador na organização não o faz, torna-se cada vez mais complexo gerenciar e governar os recursos e custos associados à medida que os ambientes crescem. Ter uma prática disciplinada de marcação permite que a equipe compare de forma consistente as marcas com o ambiente adequado, casos de uso e recursos de carga de trabalho. É melhor incorporar uma forte disciplina e estrutura de marcação desde o início, em vez de retroceder e remarcar os recursos posteriormente.

Sob demanda, instâncias spot, instâncias reservadas, capacidade reservada, computação sem servidor

Entender essas abordagens, como elas funcionam e quando aproveitá-las é um passo importante para reduzir custos. Por exemplo, se uma organização tiver cargas de trabalho que usa de maneira previsível e consistente, o uso de instâncias reservadas pode ser uma abordagem econômica. Por outro lado, se um aplicativo requer escalabilidade inconsistente e dramática, sob demanda pode ser uma abordagem melhor. Na realidade, a estratégia para alguns aplicativos pode ser usar uma combinação de ambas as abordagens: usar instâncias reservadas quando o aplicativo for executado em uso normal e sob demanda quando houver potencial para rajadas e quedas no uso. Como alternativa, os serviços de computação sem servidor, que na verdade não são sem servidor, são cobrados pela invocação do servidor em vez do tempo de execução da instância. O uso dessa abordagem nos aplicativos apropriados reduzirá os custos.

Por fim, à medida que a estratégia de nuvem de uma organização avança e o estado futuro se torna mais sólido, negociar um desconto corporativo em gastos com nuvem com provedores individuais com base no uso comprometido às vezes pode oferecer uma oportunidade de reduzir faturas de nuvem – especialmente com a abordagem apropriada, como instâncias reservadas ou capacidade reservada. A AWS, por exemplo, introduziu recentemente planos de poupança, que oferecem descontos de pequena escala com base no uso. Se o programa de nuvem de uma organização puder gerenciar seu ambiente em congruência com os planos de desconto disponíveis de forma proativa, a economia potencial poderá ser significativa.

Outras “Pegadinhas”

Tenha cuidado e esteja ciente dos serviços de escalonamento automático de nuvem pública e das cargas de trabalho que os utilizam. Automatizar a escalabilidade do ambiente é uma funcionalidade útil e interessante dentro das plataformas de nuvem pública. Isso oferece recursos de baixo contato para dimensionar os recursos do aplicativo, mas, sem a governança e os controles corretos, o dimensionamento do ambiente pode levar a contas inesperadas.

A saída de dados é outra área em que os clientes de nuvem pública são atingidos por custos inesperados. Prevenir essas surpresas depende de uma boa preparação e planejamento antes da migração e/ou construção na nuvem. Recomendamos compreender os requisitos de acessibilidade e uso simultâneo da carga de trabalho, bem como o planejamento de capacidade de fluxo de dados integrado à estrutura de planejamento. Isso ajudará a criar uma imagem mais clara do comportamento esperado do fluxo de rede e dados antes que um medidor cobre por isso.

As empresas têm vários métodos, abordagens e ferramentas diferentes que podem usar para monitorar e colocar controles sobre custos em plataformas de nuvem pública. É importante que tanto o pessoal de TI quanto o de Finanças estejam cientes, bem versados ​​e coordenados sobre esses tópicos. É muito melhor entender antes de migrar para a nuvem para evitar as duras lições que outras empresas vivenciaram. As organizações que têm uma melhor compreensão dessas áreas podem integrá-las em sua estratégia, políticas e procedimentos de nuvem desde o início da jornada para a nuvem.